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Tecnologias educacionais fortalecem rede de Educação Infantil

A cidade de Luziânia, no Estado de Goiás, a 169 km da capital, reforçou a formação dos profissionais da Educação da Rede Municipal. Uma equipe de especialistas da Avante – Educação e Mobilização Social, que há 25 anos trabalha na defesa de direitos, em especial o direito à Educação para todos e todas, está empenhada em construir, em parceria com o Itaú Social, por meio do Programa Melhoria da Educação; a Secretaria Municipal de Educação e a comunidade, uma escola mais participativa, de qualidade e acolhedora para estudantes e suas famílias. Tecnologias educacionais de ponta estão sendo implementadas na formação, enfatizando a relação escola, família e comunidade, a formação e a gestão da Educação Infantil.

Com a certeza de que todas as pessoas podem aprender melhor em ambientes que unem a comunidade em prol de suas crianças, a presidente da Avante, Maria Thereza Marcilio, compartilhou conhecimentos realizando uma fala inspiradora e realista para quem acompanhou o “Seminário Educação de Qualidade para Todos e Todas: currículo e participação”. O encontro online, que aconteceu no dia 25 de novembro de 2021, no canal da Avante no Youtube, contou com a participação virtual dos profissionais das escolas da rede municipal, da equipe da Secretaria e do Secretário Municipal da Educação, Tiago Machado. Esse foi o primeiro de muitos encontros do Programa em Luziânia. “É preciso envolver a todos, convocar, dar as mãos para fortalecer as relações”, assegurou a Maria Thereza. 

Ao abordar o currículo e a participação, Maria Thereza refletiu sobre como nós lidamos com a capacidade de crescimento das crianças ao citar trecho do escritor Graciliano Ramos, no desconforto de sua infância como aluno “encolhido e morno”, que “deslizava como sombra” para não incomodar os adultos, em uma escola que era vivida como um castigo. Em sua obra “Infância”, de 1945, o autor revela o desprezo da época pela criança como sujeito social e a severidade como modelo educacional vigente, o que carregamos por quase um século. Ao questionar que escola queremos, Maria Thereza apontou desafios como o de reconhecer a Educação como parte de um projeto coletivo, considerando a centralidade do sujeito e sua identidade, sua subjetividade, as especificidades de cada etapa de aprendizagem e a articulação de agentes, processos e oportunidades educativas na integralidade do indivíduo.

Currículo escolar e qualidade na formação

Princípios orientadores para uma Educação integral, como equidade, singularidade, inclusão, participação, articulação com o território e sustentabilidade devem ser considerados na formação dos profissionais da Educação para fazer da escola um centro de cultura e participação, lugar de aprender e de viver a cidadania. Terá êxito na busca pelo atendimento integral, um currículo escolar em que a experiência de escuta, expressão e produção dos educandos seja focada na aprendizagem, incluindo diversas linguagens de interpretação do mundo.

A presidente da Avante destacou a complexidade e delicadeza da profissão de educador, pois lida com o ser humano, que é múltiplo, variado, com necessidades de toda ordem, seres sociais, que em nenhuma idade chegam vazios na escola, mas com valores que devem estar incluídos nos processos pedagógicos. O papel desses profissionais, enquanto especialistas, é o de conhecer profundamente o sujeito de aprendizagem, compreendê-lo, fazer as adaptações pedagógicas necessárias, realizar uma pedagogia da participação, com escuta sensível e ativa.

Exclusão e retorno às escolas

Dados alarmantes, como os mais de 5 milhões de brasileiros de 6 a 17 anos sem acesso ao ensino na pandemia, o que lhes é garantido como direito pela Constituição Federal, estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD COVID19 (novembro/2020). A exclusão escolar atingiu principalmente a população mais vulnerável, em especial, crianças pretas, pardas e indígenas (71,3%), nas regiões Norte e Nordeste. Essa era a situação do Brasil no ano 2000, segundo o Censo Populacional, ou seja, o país retrocedeu duas décadas em conquistas na área da Educação, o que para a presidente da Avante é um absurdo, pois já havíamos superado, e agora é um cenário que aguarda a todos no retorno presencial às escolas.
O que podemos fazer?

Esperança e união serão os motores para garantir o direito à Educação de qualidade para todos e todas. Com os profissionais, a ciência e as tecnologias educacionais, como as que estão sendo implementadas na rede municipal de Luziânia, será preciso fortalecer vínculos, conhecendo a situação de cada estudante e sua família, integrando as áreas da Saúde e Assistência Social na escola para fazer dela um lugar seguro, acolhedor e de importância para toda a comunidade. 

O que foi aprendido nas dificuldades enfrentadas na pandemia, somado aos esforços e conquistas da área da Educação, seus documentos legais e marcos regulatórios, com apoio e acolhimento aos educadores, estudantes e famílias, será possível trabalhar para recuperar afetos e proteger o presente e o futuro das crianças e adolescentes.

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