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Intervenções aproximam contexto comunitário do poder público

Antônio passava pelo bairro de Mata Escura, à procura do CRAS. Sem saber o endereço, ele perguntou à primeira pessoa que encontrou na rua, que sequer sabia o que era um CRAS. Essa situação, apesar de hipotética, poderia mesmo ter acontecido em Mata Escura, onde muitos moradores desconhecem o que é, ou para que serve, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
Saiba onde encontrar um CRAS
Atentos a essa realidade, participantes do projeto “Comunidades Ativas” mobilizaram os moradores do bairro em uma caminhada, no início do mês de julho, para dar visibilidade aos serviços do CRAS. A iniciativa integra um dos Planos de Intervenção Comunitária (PIC) executados pelas lideranças e representantes dos bairros de Mata Escura, Calabetão e Jardim Santo Inácio, que estão sendo formados para uma atuação mais qualificada.
Em Mata Escura, o PIC elegeu o CRAS por ser um serviço prioritário, e praticamente desconhecido pela comunidade. “É essencial que uma comunidade tão grande como essa, com 33 mil habitantes, saiba que o CRAS existe, e que fortalece a nossa comunidade. Então, se o fluxo for maior, acredito que as autoridades percebam a importância dessa ferramenta na nossa comunidade”, afirma o agente social Lenilson Bento.
Entre as ações desenvolvidas pelo órgão, estão as do Programa de Atenção Integral à Família (PAIF), com serviços de acolhimento e acompanhamento, além de atividades socioeducativas que visam orientar e fortalecer os vínculos familiares e comunitários. Para a gerente do CRAS de Mata Escura, Laíse Neres, essa parceria é crucial para divulgar os serviços. “O CRAS é um equipamento importantíssimo para a nossa comunidade, que atende pessoas em situação de vulnerabilidade e extrema pobreza.” Em Calabetão, a ação escolhida também foi dar visibilidade ao CRAS.
Uma intervenção para a leitura
Em Jardim Santo Inácio, os cursistas do “Comunidades Ativas” optaram por uma intervenção na área de Educação, reestruturando a biblioteca da Escola 29 de Março. A escolha se deve ao fato dos alunos informarem que precisavam de um espaço de leitura na Escola, já que a sala que funcionava como biblioteca se transformou em depósito de materiais inutilizados.
A iniciativa começou com uma sensibilização dos comerciantes de Jardim Santo Inácio, para doações de materiais para a reforma da sala, e da comunidade para doação de livros. Feita essa parte, o espaço foi todo revitalizado, com a pintura das paredes e prateleiras, decoração e arrumação. A sala de leitura foi inaugurada no dia 04 de julho, com a entrega aos estudantes, professores e direção da Escola.
Todas as intervenções foram planejadas a partir do que indicou o Diagnóstico Socioterritorial feito nos três bairros, pela Avante – Educação e Mobilização Social, parceira técnica do Instituto Camargo Corrêa. Realizada em 2016, a pesquisa resultou no projeto “Comunidades Ativas”, executado em parceria, pelas mesmas instituições.