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UNICEF Brasil propõe que candidatos priorizem as crianças e adolescentes

Você já se perguntou o que o seu candidato à Prefeitura Municipal de sua cidade pretende fazer em favor das crianças e adolescentes brasileiros? Esta questão motivou o Fundo das Nações Unidades para a Infância no Brasil (UNICEF) a publicar o relatório “Mais que promessas na sua cidade – Eleições municipais 2020” no qual destaca seis aspectos fundamentais para fortalecer e adaptar os serviços públicos que impactam a vida de meninos e meninas de acordo com as novas realidades no pós-pandemia.  A Educação aparece em evidência na análise, muito em função de o município ser responsável, prioritariamente, pela Educação Infantil e pelo Ensino Fundamental. A pandemia deixou ainda mais vulneráveis os estudantes e suas famílias, seja pela redução da renda familiar, afastamento dos estudantes da escola e maior susceptibilidade a diversos tipos de violência e ao trabalho infantil. Nesse contexto, como garantir às crianças brasileiras o direito de aprender? 

“Considerando as desigualdades brasileiras, as opções de continuidade das aprendizagens em casa não se deram da mesma forma. Antes da pandemia, 4,8 milhões de estudantes viviam em casas sem  acesso  à internet – o que teve forte impacto nas oportunidades de acesso ao ensino online na pandemia”, diz o relatório, assinado por Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil.  O documento aponta ainda que no mês de agosto deste ano, o percentual de estudantes do Ensino Fundamental sem acesso a atividades escolares foi de 14,4%. Na análise por regiões, o maior percentual concentrou-se na região Norte, 35,9%, seguido pelo Nordeste, com 20,5%, Sudeste, 8,2%, Centro-Oeste, 8%, e Sul, 4%.

Para combater este e muitos outros problemas relacionados à Educação, o UNICEF recomenda aos futuros gestores e legisladores municipais:

Priorizar a reabertura segura das escolas

  • Investimento: Assegurar, no orçamento municipal, os recursos necessários à implementação do Plano Municipal de Educação (PME), adaptado aos desafios trazidos pela pandemia.
  • Retomada do  ensino  presencial:  Implementar  protocolos  para  a  reabertura  segura  das escolas. Acesse o site da instituição para ter mais informações. Clique aqui.

Ir atrás de quem está fora da escola, investir na aprendizagem e na inclusão digital

  • Busca Ativa Escolar: Desenvolver estratégias de busca ativa de crianças e adolescentes fora da escola, envolvendo diversas áreas da gestão pública. Conheça mais da proposta.
  • Trajetórias de sucesso escolar: Desenvolver políticas educacionais específicas, focadas nos estudantes em atraso escolar para ajudá-los a permanecer na escola, avançar a aprender. Mais em trajetoriaescolar.org.br.
  • Aprendizagem digital, inclusiva e contexualizada: Desenvolver estratégias articuladas com governos estadual e federal para ampliar o acesso à internet nas escolas. Oferecer propostas de aprendizagem digital e rever os currículos de modo a incluir competências para a vida e o mundo do trabalho, seguindo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)

O relatório contempla outras diretrizes para garantir, entre as prioridades da nova gestão, o acesso de crianças e adolescentes à água, saneamento, higiene, assistência social e proteção contra as diversas formas de violência, negligência e exploração.

Para ler o documento na íntegra, clique aqui