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De Mumbai para Bangalore, equipe do Voices of the Children amplia horizontes

De Mumbai para Bangalore, equipe do Voices of the Children amplia horizontesTendo como primeira missão a escuta de crianças, a segunda parada da jornada do Voices of Children na Índia, em Bangalore, fez o grupo envolvido com as oficinas de Vídeo Mobile experienciar um aprofundamento na segunda missão: ampliar os horizontes dos educadores na perspectiva dos direitos da criança. Para cumpri-la, a equipe não economizou esforços. “Ir além das fronteiras é um tema recorrente em nosso grupo de trabalho. Sair da zona de conforto é um outro mote. Em um dado momento, veio a nossa inquietação: e nós? estamos confortáveis em nossa própria zona de conforto?? Vamos ficar sentados aí? Só que não. Chegou ‎Bangalore. Tudo mudou. Turbilhão! Repensar, refazer, questionar-se. Flexibilidade e abertura para as mudanças. Foi duro, mas foi e, no final, foi massa! Show de bola”, descreveu a consultora associada da Avante – Educação e Mobilização Social, Ana Oliva, em seu perfil no facebook.
Antes de Bangalore, a equipe formada por Ana Oliva e os COMOVAS – Gustavo Amora e Alan Shivas -, além de John Nimmo, doutor em educação e professor da Wheelock College (EUA) e Vashima Goyal, idealizadora do programa EduRetreat, estiveram em Mumbai, onde foi dado início ao projeto das oficinas de Vídeo Mobile no continente asiático. Voices of Children – VoC busca abordagens positivas para ouvir as crianças e produzir vídeos com/sobre elas. O produto da ação será o documentário, no qual as falas dos participantes (crianças de diversas partes do mundo) serão conectadas, sempre na perspectiva da garantia de seus direitos.
Em Bangalore, o trabalho contou com a parceria da Shristi International School of Arts and Technology. Um de seus membros, Manjari, de acordo com Ana Oliva, apoiou no processo de reflexão vivenciado pela equipe, que incluiu a reconstrução das estratégias de escuta das crianças. Desse processo, participaram também Varum e Vivek, ambos estudantes em Shristi International School, que “assumiram câmeras e microfones me deixando mais livre para as conversas e interações com as crianças”, conta Ana Oliva.
As interações para essa reconstrução do olhar sobre direitos e escuta das crianças também contou com a parceira da Mallya Aditti International School. “Tivemos o suporte integral da professora de inglês, Uma, que ficou encarregada de registrar nossas conversas. Ela foi também a sementinha plantada na escola para um aprofundamento das discussões com os professores acerca dos direitos da criança”. Durante o processo as crianças da escola tiveram a oportunidade de registrar seus olhares sobre as filmagens por meio da fotografias, dentre as quais estão as que ilustram esta matéria. A equipe agora segue para Cingapura, onde continua com as oficinas e as escutas das crianças, acumulando aprendizados a cada dia.